Pesquisar este blog

sexta-feira, 23 de junho de 2017

A história das Roupas Vintage – Nem sempre foi moda usá-las, saiba como tudo começou

A história das Roupas Vintage – Nem sempre foi moda usá las, saiba como tudo começou

Recentemente, o consagrado site francês Vestiaire Collective anunciou a abertura de uma nova categoria, composta por roupas vintage de no mínimo 15 anos de idade, assinadas por labelscomo HermèsComme des Garçons e Thierry Mugler. A série Girlboss, lançada este ano pela Netflix, conta a trajetória de Sophia Amoruso, que começou a vender roupas de segunda mão pelo Ebay e em poucos anos fundou o império milionário da Nasty Gal. Assim como ela, milhares de brechós e lojas online dedicam-se exclusivamente a garimpar roupas vintage ao redor do mundo, embora poucos saibam como toda essa história começou.
Com a expansão dos brechós online, comprar roupas vintage hoje se tornou algo muito corriqueiro, mas nem sempre foi assim. Esse apelo fashion dado para as peças antigas só surgiu em 1957, graças a um casaco de pele de guaxinim e um grupo de amigos boêmios reunidos em um jantar. No livro “From Goodwill to Grunge: A History of Secondhand Styles and Alternative Economies”, a autora Jennifer Le Zotte conta tudo sobre o surgimento do fenômeno vintage, que reflete até hoje no mundo da moda.
A história das Roupas Vintage – Nem sempre foi moda usá las, saiba como tudo começou
As gêmeas Olsen escolheram dois vestidos vintage para o Oscar 2017. Na série Girl Boss, Sophia Amoruso abre a loja Nasty Gal após faturar muito vendendo um casaco de couro vintage no ebay.

A História das Roupas Vintage

A nossa história começa em 1955, com o crescimento da popularidade do programa de TV Davy Crockett: King of the Wild Frontier. Naquela época, a tendência entre os homens era usar o chapéu de pele igual ao do protagonista, Fess Parker. Para suprir a demanda (cerca de 5 mil chapéus por dia), as lojas de departamento começaram a reaproveitar o material de casacos de pelo de guaxinim antigos, que estavam encalhados no estoque. Esses casacos tinham sido uma febre entre os universitários da Ivy League nos anos 20, utilizados principalmente pelos homens mais abastados e também por algumas mulheres. Com a crise de 1930, esses símbolos de ostentação e frivolidade rapidamente perderam a popularidade e ficaram esquecidos nas lojas, então a tendência dos chapéus de pele veio a calhar.
A história das Roupas Vintage – Nem sempre foi moda usá las, saiba como tudo começou
Davy Crockett: o chapéu do personagem principal virou febre entre os jovens dos anos 50
Em 1957, o arquiteto e professor Stanley Salzman e sua esposa Sue eram famosos pelas festas em sua residência em Greenwich Village, um bairro bastante próspero. Nesses eventos, compareciam os principais artistas da época, todos amigos do casal. Até que em uma noite, Sue contou aos seus amigos como havia encontrado um casaco de pele maravilhoso em uma loja e perdeu a peça para uma compradora mais incisiva, o que a deixou bastante chateada pois aquele casaco era um artigo raro na época. Nisso, uma ex-aluna de arquitetura disse que sabia onde eles poderiam encontrar dezenas de peças como aquela. Um parente seu tinha uma loja infantil e havia comprado pilhas de casacos para transformar nos chapéus do momento. Foi assim que os Salzmans conseguiram não apenas um, mas 13 casacos, com os quais presentearam todos os convidados da festa.
Uma influenciadora da sua época, Sue Salzman apareceu no jornal em uma foto sentada ao lado da pilha de casacos, afirmando que era grande fã dos anos 20. Logo a coisa se espalhou e todos os conhecidos do casal também queriam uma peça, incentivando-os a inaugurar uma loja própria.
A história das Roupas Vintage – Nem sempre foi moda usá las, saiba como tudo começou
Roupas Vintage – Sue Salzman posa ao lado dos casacos raros garimpados, que haviam sido febre em 1920.
Em junho de 1957, a revista Glamour publicou a foto de um dos casacos, indicando os Salzman como fornecedores, confirmando o boom da tendência. Pouco depois, a loja de departamento Lord & Taylor entrou em contato com o casal solicitando uma compra enorme, anunciando em seu catálogo os maravilhosos casacos Vintage, nomenclatura repetida pela Macy’s e que assim cunhou o termo como conhecemos hoje.

A história das Roupas Vintage – Nem sempre foi moda usá las, saiba como tudo começou
Roupas Vintage – Os casacos de pele de guaxinim em 1920 e ao lado anúncios da Macy’s de 1957.
A história das Roupas Vintage – Nem sempre foi moda usá las, saiba como tudo começouO revival dos casacos de pele de guaxinim, em fotos da época.
Antes da década de 1950, o termo vintage (palavra derivada da vinificação) descrevia apenas carros antigos e mobiliário requintado. Nas décadas seguintes, vestir-se com roupas de segunda mão se transformou em uma tendência forte entre os jovens, especialmente os universitários abastados, que abraçaram a febre dos casacos de pele de guaxinim e os transformaram em objetos de desejo novamente.
Até hoje, roupas vintage atraem uma variedade de consumidores por inúmeros motivos, sejam eles políticos, estéticos ou econômicos. Com o aumento dos brechós on-line e uma geração cada vez mais ávida por peças com memórias afetivas, essa história está longe de ter um fim!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

A HISTÓRIA DO DESFILE


Entende-se como desfile de moda uma apresentação de roupas e acessórios, realizada em local e data prefixados pelo destinador, na qual um grupo de modelos caminha por aproximadamente 30 metros de passarela durante cerca de 20 minutos.

Com trilha sonora especialmente criada para esse fim, elas exibem em torno de 75 looks a um público aglutinado em filas dispostas lateralmente em torno da passarela. (...) Ao entrar no espaço de um desfile, podemos afirmar que o observador participa de um ritual da moda, pois nele a coleção inteira é apresentada por uma seqüência de programas narrativos que determinam seu começo, ápice e fim. (Garcia, 2007, p. 90-91)

Durante o reinado de Louis XIV, a corte francesa enviava as outras cortes europeias bonecas em proporção ao tamanho natural de alabastro, madeira, porcelana, moldadas ou esculpida, com os mais recentes estilos de vestidos.
Suas damas, por sua vez, enviavam as bonecas ás costureiras, que ficavam encarregadas de produzir o modelo, sapatos, chapéus e todos os acessórios que as acompanhavam.

Este ‘desfile de bonecas’ perdurou até o século XIX, em torno do final da Segunda Guerra Mundial.Em meados do século XIX, um inglês chamado Charles Fréderic Worth, que mais tarde viria s ser o ‘pai da alta costura’, revolucionou o modo de exposição das criações de moda, que até então eram em manequins ou bonecas estáticas, para algo bem próximo do conceito de desfile que possuímos hoje.

Em 1846 Woth muda-se para Paris, afim de trabalhar como balconista na Gagelin & Opigez, uma loja conhecida por seus xales de seda, assumindo a responsabilidade de negociar com duquesas e condessas o preço desses xales, que eram expostos em modelos contratadas para circular no estabelecimento.
Ali começou a criar modelos para sua esposa Marie Vernet, que era uma das modelos da loja, despertando nas clientes o interesse pelos diferentes modelos os quais usava e podendo assim, abrir um departamento para atendê-las.
Antes, Worth havia sido aprendiz na fábrica de drapeados Swan & Edgar e vendedor assistente na loja de sedas Lewis & Allenby, ambos na Inglaterra.

“Os anos de 1852 a 1870 são considerados de extravagância e vulgaridade da moda francesa. A sociedade parisiense estava ávida para demonstrar sua recente riqueza e Worth soube oferecer aos consumidores franceses o que outros costureiros locais não podiam.”
Até então as roupas eram produzidas por costureiras que não criavam ou inventavam novos estilos, mas construíam artesanalmente cópias de modelos trazidos por suas clientes em ilustrações, bonecas de moda ou revistas, o que fazia de cada cliente a responsável por estar “na moda”.

Worth ganhou o primeiro prêmio na Exposição de Paris em 1855, com um vestido criado para uma dama da corte de Eugenie. Mas foi ao desenhar um vestido para a Princesa Metternich, esposa do embaixador da Áustria em Paris, usar em um baile em Tuilleries que alcançou sucesso e prestígio, ao conseguir com que a imperatriz Eugenie notasse a criação e se tornasse cliente sua cliente.

Com a reputação solidificada, inaugurou em 1958 juntamente com um sócio, Otto Bobergh, sua Maison Worth &Bobergh, na 7 Rue 7 ed La Paix, com 20 funcionários. Introduziu a linha de produção em série, criando partes padronizadas e intercambiáveis entre as peças; adotou os moldes de papel e a figura da modelista; usava a máquina de costura para tudo, exceto para procedimentos delicados; era extremamente receptivo à inovações tecnológicas que contribuíssem para a praticidade e rapidez da produção das peças.

“Charles Worth aplicou os princípios e a tecnologia da Revolução Industrial à confecção de vestidos de luxo e foi por conseqüência responsável pela transformação de uma série de pequenas alterações na própria indústria de moda do período.”
Quando trabalhou para Gageli, Worth percebeu a sedução que as roupas em movimento causavam às...

terça-feira, 20 de junho de 2017

7 truques de estilo para roubar das francesas

Descubra 7 truques para roubas do estilo das francesas (Foto: Reprodução / Instagram)
Se você é como a gente que aprecia do jeito francês de se vestir ou apenas gostaria de aprender umas dicas de styling para renovar seu visual, preste atenção nas lições das blogueiras a seguir. Elas mostram como valorizar seu biótipo e ensinam como deixar seu look ainda mais elegante.
EVITE USAR APENAS ROUPAS COLADAS
Não há nenhum mal em vestir um par de jeans skinny ou uma camiseta justinha, apenas tente não usá-las juntas. "Sempre equilibre e combine", recomentou Marta, do blog.
Equilibre peças justas com outras mais soltinhas (Foto: Reprodução / Instagram)

NÃO SIGA AS TENDÊNCIAS CEGAMENTE
Um dos principais valores no mundo da moda é a exclusividade. Por isso, não há nada mais interessante do que acrescentar algo que represente sua própria personalidade no look. "Nunca use muitas tendências um look só, sempre misture com suas próprias regras. É isto que faz a diferença e a torna única", ressalta a blogueira.
Inclua seu estilo pessoal na tendência (Foto: Reprodução / Instagram)

INSPIRE-SE NOS ÍCONES
“Como uma garota parisiense, pego as dicas de estilo da francesa mais icônica de todas, Brigitte Bardot. Ela encarna o estilo francês chique, marcado pela simplicidade com um pouco de sensualidade natural e feminilidade”, disse Louise, do blog Miss Pandora.
Inspire-se nos íncones para montar seu look (Foto: Reprodução / Instagram)
APOSTE NOS OPOSTOS
Louise ensina também ensina a equilibrar os estilos. “Use trench coats com peças femininas, flats com vestidos, batom vermelho com camisa branca simples, e acessórios elegantes, como relógios masculinos, bolsas que são mais clássicas e boina preta.
Equilibre os opostos (Foto: Reprodução / Instagram)
EVITE AS LEGGINGS
É, parece que este peça amada pelas brasileiras está banida para as francesas. “Usá-la como roupa é o mesmo que usar um pijama. Não é muito elegante... Mas usamos todos os dias para ir à academia”, contou Kenza, do blog La Revue de Kenza.
Evite as leggings (Foto: Reprodução / Instagram)
COMBINE AS PEÇAS
Não é porque vai ficar escondida que a peça pode destoar do resto do look. “Nós não usamos meias ou lingerie que não combinam com o resto da roupa. Queremos estar bem-vestidas da cabeça aos pés. Mais por nós mesmas do que por outras pessoas”, alertou Marta.
Combine todas as peças (Foto: Reprodução / Instagram)
INVISTA NA CONFIANÇA
As francesas se vestem bem por se sentirem seguras. “Acho que é por isso que o estilo é tão inspirador. É uma atitude”, completou Marta.
invista em sua confiança (Foto: Reprodução / Instagram)

Cinco dicas para se tornar buyer de moda

Diretores de grandes marcas contam que ser buyer exige também conhecimentos sobre política e planilhas numéricas.

Visitar lojas de roupas, sapatos e bolsas para determinar o que será vendido em grandes empresas de departamento, conhecer e conversar com designers sobre suas peças, e, enfim, fazer escolhas que podem impactar o que as pessoas querem comprar. Descrita assim, a profissão de buyer de moda para um sonho, certo? Certo, mas também precisa de muita dedicação, bom olhar para tendências e até mesmo sabedoria sobre política e planilhas.
Se você quer se tornar buyer de moda ou crescer na carreira, confira as dicas de diretores de marketing e vendas de grandes empresas e boa sorte!

1. Saber sobre política é tão importante quanto saber como usar o Excel.

Jennifer Sunwoo, que trabalha há seis anos com chefe de marketing da Barneys, conta ao Business of Fashion que “esperamos que nossos buyers tenham um entendimento macro do que está acontecendo no mundo ao redor. O luxo não é apenas influenciado pela tecnologia, pelo mercado financeiro e pela cultura pop, mas também pelo ambiente político, pelo mercado de massa e por um novo mindset geracional. Mas além de saber tudo isso, ser proficiente em [Microsoft] Excel é um bônus, e eu diria para terem aulas da ferramenta!

2. É preciso estar preparada para lidar com tendências

“Com uma indústria que muda tanto, a melhor coisa que voce pode fazer é pesquisar muito, principalmente sobre novos e também ja estabelecidos designers” descreve Federico Barassi, diretor de compras de roupas masculinas da Ssense. Brigitte Chartrand, que ocupa o mesmo cargo na seção feminina da marca, conta ao site que “é importante entender como os influencers e as redes sociais podem e vão influenciar as tendências — e como elas podem ser tanto estratégias de compra como apenas um hype das mídias sociais.”

3. Identifique o que te motiva e mantenha essa diálogo

Ruth Chapman e Heidi Coppin, co-fundadora do Matchesfashion e chefe de recursos humanos da empresa, respectivamente, contam sobre o que buscam em uma buyer: “Comprar é um balanço entre mágica e lógica. Ter noção numerica é chave, mas a coisa mais importante é ter um bom olho e boa intuição. Os buyers precisam ser bons estilistas, com seu próprio ponto de vista”, descreve Ruth. Fique de olho na dica de Heidi, responsável pela contratação na empresa: “buscamos pessoas que são completamente apaixonadas e entusiastas sobre o que fazem. É isso que te fará ser uma pessoa de sucesso. As perguntas são: ‘O que te motiva?’ e ‘O que te move?’ Ela ainda fala sobre deixar as portas abertas: “quando você entra em contato depois de uma entrevista, isso deixa um diálogo aberto. Se não deu certo desta vez, você permite que o recrutador e o gerente lembrem de você.

4. Escute e colabore com sua equipe

“Não importa em qual negócio você esta, a colaboração é a chave. Se você trabalha em um mercado criativo como a moda, essa é uma habilidade que precisa aprender. É uma forma de escuta. Você ouve e absorve a mensagem das outras pessoas, o que é essencial para envolver equipes, participar de reuniões e fazer brainstorming. Você não está operando no vácuo”, conta Linda Fargo, vice-presidente do escritório de moda da Bergdorf Goodman.

5. Demonstre um conhecimento global das cadeias de vendas

“Você precisa demonstrar que entende de números e gráficos. Precisamos ser cautelosos com nossos investimentos, assim como ser ágil para nos adaptarmos às mudanças. A evolução online fez a venda internacional mais transparente — e nos não competimos tanto com outros revendedores da nossa região, o que faz com que nossos buyers tenham que ser curadores de peças únicas para nossos clientes”, conta Kelly Wond, diretora do moda do Lane Crawford.