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terça-feira, 16 de janeiro de 2018


MELHORES DOCUMENTÁRIOS DE MODA
PARA ASSISTIR!
Quando se trata de moda, toda fonte de referências é bem vinda. E os documentários são uma forma prática e bastante agradável de aumentar o seu conhecimento sobre esse universo tão vasto e que, para muitos, parece inacessível.
Atualmente, a Netflix nos deixa a apenas alguns cliques de incontáveis filmes desse grandioso universo, tratando desde o dia a dia das maiores revistas de moda, até o processo criativo dos designers que amamos. Por isso, nós, da UseFashion, separamos uma lista com os melhores documentários fashion disponíveis na plataforma. Acompanhe:

The September Issue

Documentário que traz trabalho da editora-chefe Anna Wintour e da diretora criativa Grace Coddington para produzir a principal edição do ano de uma das maiores revistas de moda da atualidade, a Vogue americana. Dirigido por R.J. Cutler, o filme capta a essência da vida agitada dos grandes nomes do universo fashion, e a sua visão crítica e extremo cuidado com todos os mínimos detalhes.

Diana Vreeland: O Olhar Tem Que Viajar

Lançado em 2011, com direção de Lisa Vreeland, esposa de Alexander, neto de Diana, o documentário traz um olhar sobre a vida e o trabalho da influente editora de moda, que tornou-se conhecida por suas contribuições em revistas como Harpe's Bazaar e Vogue, assim como pela curadoria do Instituto de Vestuário do Metropolitan Museum of Art. Falecida há 27 anos, o legado de Vreeland é exaltado através de entrevistas e declarações de quem a conheceu.

The True Cost

Deixando de lado a vida frenética de editoras de grandes revistas, The True Cost traz uma visão mais crítica sobre o universo fashion. O desejo dos consumidores por alta-costura de baixo custo e a exploração dos trabalhadores nas fábricas são a temática do documentário, que busca mostrar o impacto da moda nas pessoas e no planeta. A direção é de Andrew Morgan.

Jeremy Scott: The People Designer

Seguindo para a cultura pop da atualidade, a carreira e o trabalho do designer Jeremy Scott são abordados em documentário pelo diretor Vlad Yudin. O processo de desenvolvimento de sua primeira coleção para a Moschino é retratado, assim como a sua trajetória de vida, desde a infância em Missouri (EUA), até se tornar o queridinho de famosas como Katy Perry, Rita Ora e Miley Cyrus (que também estrelam o filme).

Fresh Dressed

Por fim, Fresh Dressed conta a influência do hip-hop na moda, e vice-versa, desde os anos 1970 até a atualidade. Mais de 70 personalidades ligadas à esses universos foram entrevistadas para a produção desse documentário, desde Riccardo Tisci, ex-diretor criativo da Givenchy, até os músicos Kanye West e Pharrell Williams. Sacha Jenkins é o nome por trás da direção desse filme.


* UseFashion - Imagens: Agência Fotosite e Divulgação.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

As tendências de moda que pegaram as celebridades neste verão

As celebridades brasileiras aproveitaram os dias entre o fim de 2017 e o início de 2018 para descansar nos destinos paradisíacos do país. As praias do nordeste, principalmente, receberam as famosas com malas recheadas de peças incríveis. Abaixo, preparamos uma seleção das peças mais amadas (e clicadas!) por elas:
Maiôs com modelagens inusitadas
Recortes, tiras, cores vibrantes… A peça-única ganhou bossa e perdeu a seriedade com detalhes divertidos e sensuais.

Óculos de sol em formatos divertidos
Lente espelhada? Temos! Armações irreverentes? Temos também! Os modelos nada básicos ajudam a dar charme aos looks de praia que, geralmente, envolvem poucas peças e precisam de truques de styling para sair do lugar-comum.

Coque com lenço
Daquelas referências para guardar para sempre! Tem jeito mais charmoso de prender o cabelo após sair da areia?

Biquíni com calcinha no estilo hot pant
As calcinhas maiores ainda não fazem a cabeça da maioria, mas são perfeitas para curtir um final de tarde tropical. Alguns modelos contam com a possibilidade de fazer uma dobra para tomar sol e não estragar a marquinha.

Shortinho desabotoado
Controverso, o modo de usar o jeans caiu nas graças daquelas que estavam à beira-mar. Você usaria?


Maiôs com modelagens inusitadas
Recortes, tiras, cores vibrantes… A peça-única ganhou bossa e perdeu a seriedade com detalhes divertidos e sensuais.

Óculos de sol em formatos divertidos
Lente espelhada? Temos! Armações irreverentes? Temos também! Os modelos nada básicos ajudam a dar charme aos looks de praia que, geralmente, envolvem poucas peças e precisam de truques de styling para sair do lugar-comum.

Coque com lenço
Daquelas referências para guardar para sempre! Tem jeito mais charmoso de prender o cabelo após sair da areia?

Biquíni com calcinha no estilo hot pant
As calcinhas maiores ainda não fazem a cabeça da maioria, mas são perfeitas para curtir um final de tarde tropical. Alguns modelos contam com a possibilidade de fazer uma dobra para tomar sol e não estragar a marquinha.

Shortinho desabotoado
Controverso, o modo de usar o jeans caiu nas graças daquelas que estavam à beira-mar. Você usaria?


A Evolução do Consumo na Moda

O primeiro tipo de consumo que se tem notícia, na moda, é o consumo de luxo. Nas Sociedades de Corte (Séc. XVIII) as modas eram usadas como distinção social e para separar os pertencentes à classe aristocrática dos burgueses e plebeus.
As roupas eram evidências da figuração social e faziam jus à origem e status dos indivíduos na corte. 
Os nobres, a essa época, se valiam de ordens e proibições de tecidos que ditavam o que podia ser utilizado nas roupas dos cortesãos e o que não podia compor as roupas da burguesia, como as sedas e os fios de ouro, por exemplo.
Nas cidades modernas (Séc. XIX), a despeito da redução do uso de tecidos nas roupas, houve uma compensação em luxo e refinamento. Adornos e objetos raros eram usados como signos distintivos para a diferenciação entre a elite ociosa e os que precisavam se ocupar do trabalho e de resolver as urgências da vida material de subsistência. A estilização de uma vida distintiva implicava, substantivamente, na distância das necessidades primárias da vida.
A alta-costura produzia o luxo que seria consumido no vestuário e se realizava em um processo de feitura semelhante ao das obras artísticas artesanais. Os artífices empregados na confecção das peças eram em número reduzido, cada peça de roupa requeria longo tempo para sua feitura, acuro nos detalhes e acabamento, alto custo dos materiais envolvidos, bem como uma individualização das peças, que costumavam ser finalizadas nos corpos dos clientes, em uma produção luxuosa e exclusiva para privilegiados economicamente.
O consumo de massa
A ampliação e o desenvolvimento da industrialização e dos processos produtivos em praticamente todos os países ocidentais (meados do século XX) inauguram uma cultura de consumismo de massa.
Movimentos sociais de contra-cultura influenciaram um declínio da alta-costura (dispendiosa e acessível a poucos), dando lugar à roupa pronta pra vestir, que simplifica e padroniza o processo de consumo no vestuário, barateando-o e, consequentemente, ampliando o escopo de clientes.
Com um maior acesso às roupas, a partir da industrialização da produção destas, observa-se progressivamente, maior manifestação pública, nos espaços de sociabilidade, de diferentes valores e estilos de vida, também pelo vestuário, o que antes não acontecia. Saímos de uma moda “aristocrática” para um fenômeno de “modas” plurais. A moda passou a se manifestar e valorizar outros grupos e estilos de vida, onde questões culturais parecem interferir, até mais, no desejo de imitação, do que propriamente o fator econômico.
O consumismo
A moda que vai se estabelecendo ao final do século XX faz parte de um contexto social que abriga discussões sobre globalização e que progressivamente pareceu buscar pela homogeneização em aspectos diversos dos padrões de comportamento, atitude e consumo no vestuário. O consumismo na moda pode ser entendido como um movimento de regeneração constante para estimular mais vendas, aquisições de produtos muito similares em curto intervalo de tempo e um consumo crescente dos usuários, em massa.
Os grupos de “contra-moda” (manifestações conhecidas por valores como os de liberdade individual e singularidade, diferentes da moda central adotada pela maioria das pessoas), terminam por ter suas manifestações de moda, a princípio identificadas como singulares e exclusivas, incorporadas no movimento social análogo dominante, a moda central. É uma forma de minorar as expressões de oposição, bem como de estimular ainda mais o consumo já intrinsecamente associado à existência de modismos, transformando elementos de contestação em parte constitutiva do fenômeno de moda, que passa a incorporar todas as manifestações em uma existência plural.
O que se verifica hoje é a coexistência de variados grupos de estilo, com tipos e hábitos vestimentares distintos, embora muitas vezes com influências interpenetradas. Fenômeno esse que favorece a individualização das escolhas de consumo e um afrouchamento das barreiras entre os estilos, possibilitando trânsito livre entre eles e, consequentemente, ampliando o consumo, em vista de tantas possibilidades de representação e identificação.
Consumo consciente
A moda do século XXI apresenta alguns movimentos contraditórios que sugerem reflexão e ações em busca de uma síntese que atenda aos principais atores envolvidos com a moda. O fenômeno do fast fashion, com suas várias coleções e grande participação do consumidor na construção do produto de moda (pra potencializar as vendas) é ainda ampliado pelo celebritismo, seja como inspiração para coleções ou divulgação e venda das mesmas. Simultanemente, a fetichização do luxo e o “culto contemporâneo às marcas” mudam a relação das classes médias e populares com as marcas de luxo, que passam a fazer parte de seus desejos e projetos de consumo pessoal. E ainda, em um mundo com grande desenvolvimento tecnológico em diversos setores relacionados à moda, a retomada da valorização do trabalho artesanal e das culturas locais.
Por fim, chegamos em um momento na história mundial onde o planeta indica, em vários campos, incluindo a moda, desgaste e sinais de esgotamento. Faz-se premente pensar em um consumo mais sustentável, com maior aproveitamento dos recursos e diminuindo desperdícios. Mais do que pensar só em consumo e produção sustentável, no aspecto social, a preocupação com o ambiente de trabalho na moda, a valorização e a não exploração da mão-de-obra, pois os trabalhadores são cidadãos e também consumidores.
Partindo desta exposição sumária de características do consumo na moda, gostaria de deixar algumas questões de reflexão para pensarmos e discutirmos sobre a moda que queremos ter no futuro.
Em um setor produtivo de enorme importância pra qualquer país, onde ameaças de redução na produção e nas vendas incomoda e ameça empresas e empregados, como falaremos em redução de consumo?
Este setor é instável e sua produção variável exatamente porque depende da alteração constante das modas. Então como falaremos em relações de trabalho respeitáveis em termos de controle das (excessivas) horas trabalhadas e remuneração justa, se grande parte dessa mão-de-obra trabalha por contrato de serviço?
E o cuidado com o meio-ambiente em ações que busquem preservá-lo e não desgastá-lo inadivertidamente?
Como equilibrar as conseqüências para a moda dos excessos praticados, cada um a seu modo, pelo Fast Fashion e o Mercado de Luxo? E a criatividade, o trabalho autoral, a cultura local, como ficam nessa discussão?
Se não estamos prontos pra responder a todas essas questões, já passou da hora de incorporarmos essas reflexões ao campo da moda. É uma necessidade latente para a permanência do campo e de todos os atores nele envolvidos. É tempo de pensar com consciência, inovação e respeito e propor ações sustentáveis para o consumo na moda, garantindo a sobrevivência de seus atores e dos espaços de consumo contemporâneos.
Por Bruna Miranda

Inspire-se com estas fotos da galera usando jeans nas ruas nos anos 1970

O glamour do tecido ganhou forte impulso com as atuações de caras como Marlon Brando e James Dean em filmes como Juventude Transviada (1955) e Blue Denim (1959).
Essas produções decretaram o jeans, a jaqueta de couro preta e a camiseta branca como símbolos da rebeldia, que se tornou um movimento cultural na época.
Nos anos 1970, uma série de movimentos explodiu na população mundial, como a revolução sexual, e o jeans se tornou o uniforme de estudantes universitários, hippies e todo mundo que se identificava com a contracultura.
A calça, então, ganhou esse status simbólico de independência, liberdade e o abandono de tradições do passado. Além disso, o jeans era uma roupa que homens e mulheres podiam usar, o que o fez representar a igualdade de gênero tão buscada até hoje.
Uma das pioneiras a comercializar o jeans, a Levi’s segue sendo uma das marcas mais populares nesse setor. “Levi’s sempre foi uma companhia construída em cima de fortes valores e nós temos orgulho de sermos pioneiros na luta por direitos iguais”, disse Karyn Hillman, CPO da empresa, para o site Fashionista. A marca é a responsável pelos modelos que aparecem abaixo.